Resumo da WWDC 2017
Novidades no evento de desenvolvedores da Apple
A Apple fez seu tradicional evento voltado para desenvolvedores, o WWDC, e desta vez com novidades em hardware algo que não é muito comum para esse evento.
Apple Watch
WatchOS, agora será WatchOS 4, o sistema operacional que roda nos relógios vão expandir as funções dos Apple Watches. Agora o relógio ganha mais interação com a Siri se tornando mais esperta e proativa, inclusive virou Watches Face que trará dados úteis relevantes para o usuário dependendo de onde ele está, hora do dia, o que está fazendo e outras coisas. A parceria com a Disney ganhou três novos personagens nos mostradores Woody, Jessy e Buzz Lightyear de Toy Story.
Há outras novidades, porem que não irão fazer parte ou funcionalidades para o Brasil. A previsão de chegada é para o terceiro trimestre.
Sistema operacional e hardware
A nova versão do macOS, agora passa a se apenas de Hígh Sierra, diferente de versões anteriores não teve grandes avanços, o foco desta vez foi desempenho e estabilidade, para isso o novo padrão de arquivos passa a ser o APFS (Apple File System). O padrão de vídeos do High Sierra passa a ser o H.265, ideal para renderização em 4K e HDR e muito mais otimizado.
O motor gráfico Metal 2 trará novas otimizações, suporte a Unity, Unreal Engine 4 e Realidade Aumentada, graças ao SDK do Steam VR que chegará em breve.
Aqui a parte não comum do evento, a Apple atualizou as linhas MacBook de 12 polegadas, MacBook Pro e iMac para processadores Intel Kaby Lake, que significa novas GPUs. Os iMacs contam com monitores de 21,5 e 27 polegadas com resolução Full HD, 4K ou 5K, com 16, 32 ou 64 GB de RAM, Fusion Drive de 1 ou 2 TB e placas de vídeo Radeon Pro 555, 560, 570, 575 ou 580 dependendo do modelo (apenas a versão de 21,5″ com monitor Full HD ficará limitado à Intel Iris Plus 640).

A linha MacBook Pro de 13 e 15″ também recebeu novos processadores, e os preços partem de US$ 1299.
Agora em poder de processamento quem ganhou fôlego foi o iMac Pro, agora virá com hardware Intel Xeon de 8, 10 ou 18 núcleos, GPU AMD Radeon Pro Vega 56 de até 16 GB de VRAM, suporte a até 128 GB de memória ECC, SSD de 3 GB/s com até 4 TB, quatro portas Thunderbolt 3 (USB-C), mais quatro portas USB tradicionais e uma Ethernet de 10 Gb/s, afinal é um desktop. Suporte até dois monitores 4K e o preço de entrada é de US$ 4.999,00.
Novos iPads e iOS 11

Todos esperavam grande revolução no iOS 11, porem não mudou muita coisa, ao meu ver forma poucas reformulações ou inovações. O iMessage ganhou maior criptografia, ganhou também integração com o Apple Pay, que não funciona no Brasil, a Siri foi alterada para se parecer mais humana, além de traduzir áudio em tempo real (apenas em inglês, francês, espanhol, italiano e alemão por enquanto).

Introdução de um novo formato de compressão de fotos: sai o JPEG, entra o HEIF. Segundo a Apple a adoção do novo padrão prevê fotos com a mesma qualidade e a metade do espaço, esperando que ele se torne o padrão da indústria no futuro.
A App Store ganhou um redesign, agora passa a ser por aba trazendo cards com sugestões de apps que são atualizadas a cada dia. Há uma aba específica para jogos, e outra para apps.
O teclado do iPhone ganhou um modo para digitar com uma só mão, enquanto o iPad tem um teclado QuickType com acesso rápido a números, símbolos e pontuação.
A interface do iPad ganhará um dock, assim como no macOS, com uma barra inferior que reúne os apps fixados, e até sugere apps na parte direita. Você acessa a dock deslizando para cima a partir de qualquer app.
Há também uma nova interface para alternar entre apps abertos: ela engloba a Central de Controle e exibe uma grade com os aplicativos. Ganhará também um gerenciador de arquivos. Ele tem suporte a pastas dentro de pastas, mais integração a serviços na nuvem como iCloud, Dropbox e OneDrive.
O app da câmera promete melhor qualidade de imagem, e permite gravar Loops: estes são basicamente o Boomerang do Instagram, ou seja, um vídeo curto com o objeto se movendo para frente e para trás. Há também novos efeitos, como o “Long Exposure”. E, no caso das Live Photos, você pode reduzir o tamanho do vídeo e escolher a imagem que será a foto principal.
O Apple Music agora permite ver o que seus amigos estão ouvindo, semelhante ao Spotify.
O CarPlay ganhou uma interface “Do Not Disturb While Driving”. Este recurso analisa o efeito Doppler do Bluetooth ou do Wi-Fi para desligar a tela enquanto você estiver dirigindo. Se você ligar a tela, o iPhone exibe uma notificação dizendo que você não deveria fazer isso. As pessoas que enviarem mensagens para você receberão uma resposta automática “estou dirigindo”; você pode liberar alguns contatos desse bloqueio.
A plataforma ARKit permite que desenvolvedores aproveitem tecnologias de visão por computador para criar objetos virtuais e colocá-los em ambientes reais através da câmera. Isso permitirá criar jogos interativos, experiências de compras imersivas, entre outros.

A linha iPad Pro, finamente foi lembrada e recebeu upgrade. Evoluiu para um modelo de 10,5 polegadas, ideal para a adição de um teclado completo e por causa disso, a versão menor será descontinuada.

A autonomia de bateria, segundo a Apple permanece em 10 horas e as câmeras foram levemente melhoradas, passando a contar com 12 megapixels, abertura ƒ/1,7 e estabilização óptica de imagens no conjunto principal e 7 MP na selfie.

Os novos iPads Pro já estão disponíveis para compra nos Estados Unidos, com preços a partir de US$ 649 no modelo de 10,5″ e 64 GB; há versões com 256 e até 512 GB de espaço interno.

O finalmente do evento foi a apresentação do HomePod, o hub doméstico que chega para brigar com o Google Home e Amazon Echo. A diferença é que a Apple prefere se focar mais em sua capacidade de reproduzir música.
O HomePod conta com a Siri e possui seis microfones potentes o bastante para te ouvir em qualquer cômodo para aceitar configurações de alarmes, acender lâmpadas, destrancar portas, ler a previsão do tempo, ouvir notícias e etc. O preço US$ 349 e somente teremos acesso em dezembro de 2017.